Banco corta projeção para ações da Raízen e mantém recomendação de compra
O Citi reduziu o preço-alvo das ações da Raízen (RAIZ4) de R$ 4,50 para R$ 3,50, mantendo a recomendação de compra.
A decisão reflete pressões sobre as margens da distribuição de combustíveis, uma projeção menor para a moagem de cana-de-açúcar e expectativas de alta na taxa Selic, fatores que podem impactar os resultados financeiros da companhia.
Perspectiva do Citi sobre a Raízen
Os analistas Gabriel Barra e Pedro Gama, do Citi, projetam que a Raízen só terá um fluxo de caixa positivo na safra 2026/27. No curto prazo, a falta de geração de caixa, combinada com juros elevados, tende a manter pressão sobre o desempenho das ações.
Por outro lado, o banco revisou para cima os preços do açúcar, estimando uma cotação de US$ 0,24/lp, e espera melhora no mercado de etanol, devido à restrição nos estoques domésticos.
Resultados esperados para o 3T25
Para o terceiro trimestre da safra 2024/2025 (3T25), o Citi prevê um prejuízo líquido de R$ 623 milhões para a Raízen, atribuído a um Ebitda ajustado menor e ao enfraquecimento dos resultados financeiros.
No segmento de açúcar e etanol, o banco projeta um Ebitda ajustado de R$ 1,5 bilhão, uma queda de 12% na comparação anual. Já no setor de mobilidade, a expectativa é de um recuo de 37% ao ano, com Ebitda estimado em R$ 1,5 bilhão e margem recorrente de R$ 138/m³ no Brasil.
A divulgação oficial dos resultados da Raízen para o 3T25 está prevista para 14 de fevereiro.
Ações em queda
As ações da Raízen (RAIZ4) caíram 2,37% nesta quinta-feira (6), fechando a R$ 1,65. O papel já havia recuado 7,65% no pregão anterior, atingindo sua mínima histórica.