Pontífice de 87 anos estava em tratamento para uma infecção pulmonar
O Papa Francisco, de 87 anos, deixou o hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (23), após quase 40 dias de internação para tratar uma infecção pulmonar.
A informação foi confirmada pelo Vaticano e gerou alívio entre os fiéis que acompanham a saúde do pontífice nos últimos meses.
A saída do Papa do hospital ocorreu por volta das 8h45 no horário local. Em imagens divulgadas pela imprensa italiana, Francisco apareceu em uma cadeira de rodas, sorridente, e fez um sinal de bênção para os presentes. A recuperação foi considerada satisfatória pela equipe médica.
Motivo da internação e cuidados intensivos
O líder da Igreja Católica foi hospitalizado em 28 de fevereiro com sintomas de febre persistente e cansaço. Após exames detalhados, foi diagnosticada uma infecção pulmonar, exigindo cuidados contínuos e observação médica rigorosa.
Segundo boletins oficiais, o tratamento incluiu antibióticos e sessões de fisioterapia respiratória. Apesar da idade avançada e de condições crônicas, como problemas no joelho e no cólon, o quadro evoluiu positivamente.
Agenda do Papa será retomada gradualmente
De acordo com o Vaticano, a agenda de compromissos do Papa será retomada de forma progressiva. O foco principal agora é garantir a recuperação total de sua capacidade respiratória antes de voltar às cerimônias e audiências públicas.
Fontes próximas ao Vaticano indicam que o Papa Francisco poderá participar da Semana Santa, embora com algumas limitações físicas. As decisões serão tomadas conforme a evolução clínica nos próximos dias.
Preocupações com a saúde do Papa voltam à tona
Nos últimos anos, a saúde do Papa tem sido motivo de atenção. Em 2021, ele passou por uma cirurgia no intestino grosso, e em 2023 enfrentou episódios de bronquite.
Mesmo assim, Francisco insiste em seguir com seu pontificado de forma ativa, embora frequentemente utilize cadeira de rodas para locomoção.
A alta após longa internação reacende discussões sobre a sucessão papal e a possibilidade de uma eventual renúncia — tema que o próprio Francisco já abordou em entrevistas, afirmando que isso seria uma possibilidade legítima, “caso fosse necessário pelo bem da Igreja”.