Entenda o novo conflito comercial entre eua canadá e méxico
Guerra comercial entre eua canadá e méxico: Os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciaram no início de março uma nova rodada de tarifas comerciais contra produtos importados do México e do Canadá.
A medida reacende tensões entre os países da América do Norte e pode ter reflexos significativos no cenário econômico global.
O governo americano elevou para 25% as tarifas sobre centenas de produtos canadenses e mexicanos, justificando a decisão como uma resposta à falta de medidas eficazes no combate ao tráfico de fentanil — um opioide sintético que tem causado milhares de mortes nos EUA.
Canadá e México prometem retaliação
Em resposta imediata, o Canadá anunciou tarifas retaliatórias sobre cerca de US$ 86 bilhões em produtos americanos, atingindo setores estratégicos como o agrícola, automobilístico e eletrônico. Já o México também declarou que tomará medidas equivalentes para proteger sua economia.
A tensão aumentou ainda mais após Trump afirmar que pretende “quebrar a economia canadense” para facilitar futuras negociações — ou até mesmo a anexação de parte do território, segundo suas próprias palavras.
Efeitos no mercado financeiro
A instabilidade provocada pelas declarações e sanções refletiu diretamente nas bolsas de valores. O S&P 500 caiu 1,8% e o Nasdaq recuou 2,6%, o que pode influenciar o apetite de risco em mercados emergentes, inclusive no Brasil. Isso também impacta investidores que acompanham ativos como os fundos imobiliários de tijolo, como o VINO11, que são sensíveis a movimentos de juros e volatilidade externa.
Como isso pode afetar o Brasil?
Embora o Brasil não esteja diretamente envolvido na disputa, os efeitos colaterais podem ser sentidos na economia brasileira — especialmente no acesso a crédito e no comportamento do consumidor. Um exemplo recente é o avanço do programa de Crédito do Trabalhador, que movimentou R$ 600 milhões com base no FGTS em poucas semanas.
Entre os possíveis impactos estão:
- Valorização do dólar com fuga de capitais dos mercados emergentes
- Redução na demanda por produtos brasileiros em mercados afetados
- Possível abertura de novas oportunidades comerciais com EUA ou Canadá, caso a guerra comercial se intensifique
Especialistas em comércio exterior recomendam que o Brasil fique atento a movimentações estratégicas, que podem abrir espaço para novos acordos bilaterais ou reposicionamento de exportações.
O que esperar nos próximos dias?
Com a escalada das tensões e as promessas de retaliação, a expectativa é que novas medidas sejam anunciadas nas próximas semanas. O cenário é monitorado de perto por economistas, investidores e governos de todo o mundo.
- Fontes:
- Reuters
- CNBC
- Bloomberg Línea Brasil