Quem são os principais candidatos nas eleições alemãs de 2025?
Neste domingo, 23 de fevereiro de 2025, os alemães vão às urnas para eleger os membros do Bundestag e definir o próximo chanceler federal.
A votação foi antecipada após a dissolução da coalizão liderada por Olaf Scholz em dezembro de 2024. A disputa promete ser acirrada, com candidatos de diferentes espectros políticos buscando a liderança do país.
Friedrich Merz (CDU/CSU)
À frente da União Democrata Cristã, Merz, de 69 anos, aposta em propostas econômicas liberais e medidas mais conservadoras. Após anos longe da política, voltou em 2022 e aparece como favorito em diversas pesquisas.
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Olaf Scholz (SPD)
Atual chanceler e candidato à reeleição pelo Partido Social-Democrata, Scholz enfrenta desafios políticos e econômicos, mas conta com sua experiência para tentar manter-se no cargo.
Alice Weidel (AfD)
Líder da Alternativa para a Alemanha, partido de extrema-direita, Weidel cresce nas intenções de voto e pode ser decisiva em possíveis alianças, mesmo com o isolamento de seu partido nas negociações.
Robert Habeck (Os Verdes)
Vice-chanceler e ministro da Economia, Habeck representa a Aliança 90/Os Verdes, com foco em propostas sustentáveis e políticas voltadas à preservação ambiental.
Como funciona a escolha do chanceler na Alemanha?
Na Alemanha, os cidadãos elegem os membros do Bundestag com dois votos: um para um candidato distrital e outro para um partido. Após a apuração, o presidente federal indica um candidato ao cargo de chanceler, que precisa ser aprovado pelo parlamento.
Caso não obtenha maioria absoluta na primeira votação, novas rodadas podem ocorrer. Se o impasse persistir, cabe ao presidente decidir entre nomear o mais votado ou convocar novas eleições.
Possíveis alianças e cenário político
Pesquisas apontam vantagem da CDU/CSU, mas sem maioria para governar sozinha, o que pode exigir uma coalizão. A crescente força da AfD gera debates sobre possíveis alianças, enquanto SPD e Os Verdes buscam reverter a desvantagem nas últimas semanas de campanha.
A expectativa é de negociações prolongadas até a formação de um novo governo, com destaque para a influência que o resultado terá no cenário europeu.