Investir no Tesouro Direto é uma das formas mais seguras e acessíveis de começar a aplicar seu dinheiro no mercado financeiro.
Se você busca como investir no Tesouro Direto com foco em renda fixa, proteção e boa relação entre risco e retorno, este guia é para você.
Ao longo deste artigo, vamos explicar o que é o Tesouro Direto, como funciona, quais são os principais tipos de títulos e, é claro, o passo a passo para fazer seus primeiros aportes.
Também abordaremos as vantagens, cuidados essenciais e estratégias para maximizar a rentabilidade ao investir nesse produto.
Para começar a investir no Tesouro Direto, basta abrir conta em uma corretora, transferir o dinheiro, escolher o título do Tesouro que melhor se adequa ao seu perfil (Selic, IPCA ou Prefixado) e acompanhar os rendimentos periodicamente. É um processo simples, seguro e com baixo custo.
O que é o Tesouro Direto?
O Tesouro Direto é um programa criado pelo governo brasileiro em parceria com a Bolsa de Valores (B3) para facilitar a compra e venda de títulos públicos federais por pessoas físicas.
Em outras palavras, você “empresta” dinheiro ao governo e, em troca, recebe juros e/ou correção monetária após certo período. Esse produto democratizou o acesso aos investimentos em renda fixa, pois é possível começar com valores a partir de R$ 30,00.
A principal vantagem do Tesouro Direto é a segurança, pois os títulos públicos são garantidos pelo Tesouro Nacional, sendo considerados de risco muito baixo quando comparados a outros tipos de investimentos.
Além disso, apresentam rentabilidade superior à poupança em diversos cenários, o que atrai tanto investidores iniciantes quanto mais experientes que desejam diversificar sua carteira.
Principais Títulos do Tesouro Direto
Antes de aprender como investir no Tesouro Direto, é fundamental conhecer os diferentes tipos de títulos disponíveis e como cada um deles funciona. Existem três categorias principais:
- Tesouro Selic (LFT)
- A rentabilidade desse título é atrelada à taxa básica de juros (Selic).
- Ideal para quem quer liquidez diária sem oscilações de valor muito acentuadas.
- Excelente alternativa para reserva de emergência e para quem não quer correr risco de marcação a mercado.
- Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal e NTN-B)
- Tem rentabilidade composta pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais uma taxa fixa anual.
- Protege seu dinheiro da inflação, garantindo poder de compra no longo prazo.
- Indicado para objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria ou aquisição de bens.
- Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F)
- Possui taxa de juros fixada no momento da compra, ou seja, você sabe exatamente quanto receberá no vencimento se mantiver o título até lá.
- Pode apresentar maior volatilidade no curto prazo se você quiser vender antes do vencimento.
- Indicado para quem acredita que a taxa de juros irá cair e, por isso, deseja “travar” a rentabilidade no momento atual.
Como Investir no Tesouro Direto Passo a Passo
Passo 1: Abra sua Conta em uma Corretora
Para adquirir títulos do Tesouro Direto, você precisa ter conta em uma corretora de valores habilitada ou em um banco que ofereça acesso a esse programa. Existem diversas corretoras que cobram taxa zero para investimentos em Tesouro Direto, o que facilita ainda mais a vida do investidor.
Dica: Pesquise taxas de corretagem, reputação e usabilidade da plataforma antes de abrir sua conta.
Passo 2: Faça a Transferência do Dinheiro
Após criar sua conta, é hora de transferir os recursos que deseja investir. Normalmente, você faz um TED ou PIX da sua conta bancária para a conta da corretora. Verifique se não há custos adicionais para essas transferências, pois algumas instituições financeiras ainda podem cobrar tarifas.
Passo 3: Escolha seu Título do Tesouro
Com o dinheiro na conta, chegou o momento crucial: escolher em qual título investir. A decisão depende principalmente do seu objetivo e do prazo que você tem para o investimento:
- Reservas de curto prazo (6 meses a 2 anos): Tesouro Selic
- Proteção contra inflação (médio e longo prazo): Tesouro IPCA+
- Rentabilidade fixa (médio prazo): Tesouro Prefixado
Dentro dessas categorias, há títulos com diferentes datas de vencimento e taxas. Fique de olho, pois quanto maior o prazo, maior a possibilidade de rentabilidade — mas também maior a exposição à volatilidade de mercado se você resgatar antecipadamente.
Passo 4: Acompanhe seus Investimentos
Depois de comprar seu título, você pode acompanhar o desempenho pela plataforma da corretora ou pelo site oficial do Tesouro Direto.
O valor do seu título é atualizado diariamente de acordo com a marcação a mercado, mas lembre-se de que, se mantiver até o vencimento, você receberá a rentabilidade combinada no ato da compra (no caso do Tesouro Selic, ela segue a variação da taxa de juros até o vencimento).
Vantagens de Investir no Tesouro Direto
- Segurança: É garantido pelo governo federal, considerado de baixo risco.
- Acessibilidade: É possível começar com valores baixos, acessíveis para a maioria das pessoas.
- Baixo Custo: Em muitas corretoras, a taxa de corretagem é zero.
- Liquidez Diária: Você pode resgatar seus títulos a qualquer momento, embora possa haver pequenas oscilações de preço.
- Diversificação: Permite equilibrar uma carteira de investimentos que envolva também renda variável ou outros ativos.
Cuidados e Recomendações
Embora o Tesouro Direto seja considerado um investimento seguro, ainda assim merece atenção:
- Marcação a Mercado: Caso precise vender o título antes do vencimento, o preço pode estar acima ou abaixo do que você pagou.
- Objetivos Claros: Escolha o título que combine com seu prazo e tolerância a riscos.
- Taxas e Impostos: Fique atento ao Imposto de Renda, cobrado de forma regressiva (quanto mais tempo você ficar investido, menos paga).
- Educacão Financeira: Entender o funcionamento de cada título ajuda a evitar decisões impulsivas em momentos de instabilidade econômica.
Exemplos Práticos
Objetivo | Título Ideal | Prazo |
---|---|---|
Reserva de emergência | Tesouro Selic | Curto prazo |
Proteção contra inflação a longo prazo | Tesouro IPCA+ | Acima de 5 anos |
Rentabilidade fixa em 2-3 anos | Tesouro Prefixado | Médio prazo |
Se você está começando agora, uma estratégia equilibrada é destinar uma parte maior para o Tesouro Selic (garantia de liquidez e baixo risco) e outra para o Tesouro IPCA+, visando proteção contra inflação e objetivos de longo prazo.